A revolta nunca foi uma boa companheira
da alma.
Quando nos revoltamos contra as
dificuldades, contra as pessoas ou contra aquilo que não podemos mudar de
imediato, acabamos acrescentando mais peso ao nosso emocional.
A revolta não resolve problemas, não
apressa soluções e nem ameniza dores. Pelo contrário, ela desgasta as forças,
perturba os pensamentos e impede que enxerguemos caminhos mais serenos.
Isso não significa aceitar tudo
passivamente, mas compreender que há situações que exigem paciência,
aprendizado e tempo. Enquanto a revolta fecha portas, a serenidade permite que
a razão e a fé encontrem alternativas.
Quem alimenta a revolta sofre duas
vezes: pela dificuldade em si e pela inquietação que cria dentro de si mesmo.
Já quem busca compreender, mesmo sem concordar com tudo, preserva a paz
interior e encontra mais recursos para seguir adiante.
Diante das provas da vida, procuremos a
reflexão em vez da revolta, a confiança em vez do desespero e a esperança em
vez da amargura. Assim, os desafios deixam de ser obstáculos intransponíveis e
passam a ser oportunidades de crescimento e fortalecimento espiritual.
Que a serenidade seja sempre mais forte
do que a revolta.
Centro de Luz “Chico
Xavier”
